quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Às vezes é difícil, mas prefiro o silêncio

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.
Gálatas 5:22,23 

Às vezes, quando eu vejo certas postagens ou comentários nas redes sociais, a minha primeira reação, dado que ainda estou num estágio espiritual da evolução humana muito abaixo da média, é escrever a primeira palavra que me vem à mente, a qual, dependendo de quem está do outro lado, pode ser idiota, cínico ou canalha. Mas aí eu me lembro de Gálatas 5.22,23, que trata do domínio próprio e da amabilidade, então, controlado o impulso inicial da agressividade, e por respeito ao ser humano, prefiro o silêncio.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Sobre armamento: incoerência e hipocrisia

Por Saulo Alves de Oliveira

De dia, nas conversas com amigos, defende o armamento do cidadão. De noite, no culto, prega um sermão baseado no Salmo 91, enfatizando a segurança daquele que põe em Deus a sua confiança e ainda afirma que “Ele se preocupa com o crente nos mínimos detalhes e o protege de todo o mal”. 

Certa vez, em uma discussão entre crentes sobre o armamento da população, eu fiz a seguinte pergunta:

“A quem propõe que as pessoas andem armadas, eu pergunto, especialmente aos crentes: Por onde anda o 'anjo do Senhor' que acampa-se ao redor dos que o temem e os livra?" 

Um dos interlocutores fez a seguinte observação: “Não me considero incrédulo, porém o ‘anjo do Senhor’ não é bem como a gente pensa não. Embora tenha usado uma arma bem menor do que Golias, Davi não esperou o ‘anjo do Senhor’ para livrar Israel. Se fosse simples assim, nós e as nossas casas nunca seríamos assaltados”.

Não é de hoje que eu ouço essa desculpa “não é bem assim”. Como não é bem assim? Por que os templos evangélicos, os locais onde Deus se manifesta, com todas as promessas de que Deus guardará os seus, necessitam de sistemas de alarme e guardas de segurança? Muitos os chamam de a “Casa de Deus”. Por que a “Casa de Deus” precisa de segurança humana!?

Mas é sempre assim. Quando a realidade da vida não é compatível com aquilo que sempre ouvimos ou acreditamos, ou nos ensinaram, as desculpas são “não é bem assim”, “temos que ver o contexto” ou “no original quer dizer outra coisa”, no entanto, quando é para fazer as pessoas acreditarem e confiarem, nada disso é levado em conta, nenhuma ressalva é feita.

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará... Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido... Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação, nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda”. 

Numa outra oportunidade, tendo como referência o texto acima, eu fiz a seguinte pergunta: “Na sua opinião, por que pastores que creem e pregam o Salmo 91 andam com segurança?”

Eu soube que há pastores que andam em carros blindados e com seguranças armados.

Um amigo pastor respondeu: “Ah, esse Salmo era uma profecia acerca de Jesus”.

Interessante. Muito interessante!

Todavia, quando é para justificar que Deus se preocupa com o crente nos mínimos detalhes e o protege de todo o mal, é a vez do Salmo 91. Então, de acordo com a interpretação do meu amigo, os crentes estão sendo enganados?

Quando é para justificar que o crente está sujeito a todos os problemas comuns a qualquer ser humano, é a vez de Eclesiastes 9.2.

A realidade da vida, meus amigos, é como disse meu interlocutor no parágrafo 4, acima: ”não é bem como a gente [o crente] pensa não”. A verdade da vida é realmente a de Eclesiastes 9.2.

A minha pergunta inicial foi apenas uma provocação com base naquilo que as pessoas sempre acreditaram. Se fosse assim não haveria crentes que nascem, crescem, vivem e morrem em situações de quase miséria, talvez alguns na miséria mesmo.

Será que os crentes, especialmente os pregadores, realmente acreditam naquilo que pregam ou é apenas retórica para fazer prosélitos?

Eu conheço líderes religiosos que são experts na técnica das artimanhas do engano, pois usam a Bíblia para convencer os incautos fazendo-os acreditar em coisas que são totalmente incompatíveis com a realidade da vida humana e, como resultado da sua pregação enganosa, tais experts do mal estão riquíssimos à custa dos pobres. 

A dura realidade é que os crentes têm os mesmos problemas, as mesmas dificuldades, sofrem as mesmas doenças e morrem do mesmo modo que todas as outras pessoas, tenham elas crenças ou não, tenham fé ou ceticismo. A grande diferença é que os crentes morrem na esperança da vida futura ou eterna, os céticos, não.

A propósito, o exemplo de Davi e Golias não tem nada a ver com o nosso dia a dia. Ambos os povos, israelitas e filisteus, estavam em guerra.

sábado, 3 de novembro de 2018

B+O+L+S+O+N+A+R+O = ?

Por Saulo Alves de Oliveira

Tem gente dizendo por aí que Deus mandou o capitão para salvar o Brasil.

Não acredita? É verdade sim!

Se é para brincar...

Considere as letras do alfabeto, incluindo o K.

Faça o A = 6, B = 12, C =18, e assim por diante, até o Z, sempre acrescentando 6 ao número anterior para obter o seguinte.

Agora some os números correspondentes às letras do nome B-O-L-S-O-N-A-R-O e descubra algo bem interessante. Você terá uma excitante surpresa.

Coincidência ou é ele mesmo?

Já que é para brincar, vamos brincar. OK?

Dica: é um número de homem.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Síndrome do galho

Por Saulo Alves de Oliveira

O cidadão propõe o ensino à distância para todos os níveis e o(a) professor(a)
julga que o indivíduo é bem intencionado.

Se essa proposta insana vingar... adeus meu emprego de professor.

Que tipo de síndrome é essa?

Socorre-nos Freud!

Ouve-se uma voz vinda do cemitério Hoop Lane em Londres...

“Deve ser a síndrome do galho".

Que síndrome é essa, doutor?

Mais uma vez Freud responde: “É aquela que a pessoa sofre quando resolve cortar um galho da árvore e começa a serrar a parte entre ela e o tronco, sendo que está sentada exatamente sobre o galho”.

E continua Freud: “Tem um nome mais adequado para essa síndrome, mas eu prefiro guardar comigo”.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Aos amigos, colegas, parentes e conhecidos

Por Saulo Alves de Oliveira

Nós ainda vivemos em um arremedo de democracia. Até quando, não sei! As perspectivas não são muito animadoras. Todavia, hoje, ainda temos o direito, não totalmente livre, de escolhermos nossos representantes. Portanto, cada um vota em quem quiser e de acordo com a sua consciência.

Acabamos de sair de uma eleição cujo vencedor foi o Sr. Jair Bolsonaro. Uma pessoa, na minha avaliação, despreparada e desqualificada para o cargo de Presidente da República. Julgo que sua eleição será um desastre para o Brasil. Espero estar enganado. Não vejo, pois, qualquer justificativa para uma pessoa que se diz cristã votar no Sr. Jair Bolsonaro, a não ser que a prática cristã seja exatamente isso que foi amplamente divulgado nas palavras rancorosas do vencedor, e até hoje nós vivíamos uma farsa.

Portanto, quero informar a todos os meus amigos, colegas, parentes e conhecidos que porventura votaram no Sr. Jair Bolsonaro que este quase ancião não tem interesse algum em tomar conhecimento do seu voto. Se me têm alguma consideração – é importante ressaltar –, não precisa me informar acerca do seu voto. Deixem que eventualmente eu tome conhecimento por intermédio de terceiros.

Talvez alguém se pergunte “por que essa decisão?”

Não estou propondo romper amizades, todavia vivemos uma situação limite e em casos dessa natureza julgo necessárias decisões compatíveis com o momento.

Para mim, apesar de ser um direito de qualquer brasileiro, votar no Sr. Jair Bolsonaro é um enorme equívoco, por todas as razões que foram amplamente divulgadas e discutidas durante a campanha eleitoral. Não é uma opção para os que se dizem filhos dAquele que pregou o amor ao próximo como o mais importante projeto de vida. Uma pessoa que advoga a violência e prega o ódio como forma de resolver diversos problemas nacionais não merece chegar ao mais alto cargo da República. Um defensor da tortura e de torturadores e cuja principal proposta é torturar e matar, tudo ao contrário dos princípios humanistas que eu aprendi ao longo da minha não tão curta vida, bem como dos ensinamentos ouvidos nos bancos do Escola Dominical que frequentei durante anos.

É claro que se eu tomar conhecimento do voto não irei me afastar da pessoa nem deixar de respeitá-la enquanto ser humano, nem cortar meu relacionamento, desde que, é evidente, a própria pessoa não proponha tal afastamento, posto que a recíproca pode ser verdadeira em relação a este que escreve. Se isso acontecer, terá toda a minha compreensão, pois não comungamos das mesmas ideias políticas e de tratamento ao ser humano, inclusive os contrários. Também não me esquivarei de ajudá-la se eventualmente a isso for instado.

Todavia, minha admiração por pessoas até então tidas como sérias, amigas, sensatas, equilibradas e até dóceis, estará completamente prejudicada, pois eu não posso comungar com o ato de votar, quaisquer que sejam as justificativas, em alguém que tem vocação para ditador e que agride abertamente a democracia e cuja boca profere palavras de ódio de modo rotineiro.

Prefiro guardar de todos uma boa recordação e tê-los sempre como pessoas sensatas. 

Quantos aos líderes religiosos, inclui-se aí os pastores, do menor ao que se senta na maior cadeira – exclusivamente aos que fizeram parte desta farsa, evidentemente – quero registrar a minha indignação e o meu repúdio por terem contribuído para que muitas pessoas de menor compreensão da política participassem desse processo aviltante.

Fiquem certos que a partir de hoje nenhum dos senhores terá autoridade moral para corrigir-me em quaisquer das minhas falhas. Não lhes dou esse direito. E não reconheço sua autoridade moral nem espiritual sobre este cidadão que caminha para tornar-se um ancião. É provável que, para tais pastores, hipócritas na minha ótica, tal decisão não lhes afete em nada e talvez seja até motivo de um “dar de ombros” ou um simples “meneio de cabeça”.

O que significam a opinião, crítica ou insatisfação de um mero cidadão sem nenhuma influência nas esferas de poder? Mas para este filho de Sebastião Alves e Maria Carlos é uma questão de consciência e de sentir-me bem comigo mesmo. 

Há quem afirme que foi dirigido por Deus para guiar o povo evangélico à terra prometida do “bolsonarismo”. Pode ser, eu não duvido. Só preciso saber qual foi o deus. Jesus, o Cristo? Não acredito, mas há muitos outros deuses. Alá, Krishna, Shiva, Thor, Osiris, Baal, Tupã e vários outros! Qual deles?

Líderes como SM, EM, MF e outros congêneres mais próximos estão guiando o povo à terra que mana tortura e morte e onde se louva torturadores que, em sessões de tortura, chegam ao cúmulo da barbárie ao introduzir ratos nas genitálias de mulheres.

Lamento profundamente a atitude dos senhores. Atitude que envergonha o nome da igreja cristã e o evangelho e que vai ratificando uma decisão que a cada dia se cristaliza em meu intelecto: é tempo de partir!

Consequências virão a médio e longo prazos. Não tenham dúvidas.

A propósito, lembro de um texto bíblico que diz: “Eles são guias cegos guiando cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco”. Portanto, assim qualifico os senhores.

Para quem ainda não sabe, as palavras acima foram ditas pelo Deus Jesus, o Cristo!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

No banco da Igreja

Por Saulo Alves de Oliveira

Sentado no penúltimo banco de uma Igreja eu percebia que duas pessoas conversavam sobre política no banco atrás de mim.

De repente, no meio dos louvores musicais que o restante da congregação cantava, ouço a seguinte piada: "O mito defende os princípios cristãos, por isso tem o meu voto".

Como o ambiente exige reverência, contive a todo custo a gargalhada.

Esperei alguns minutos e, após controlar o impulso do riso, olhei para trás como se não tivesse ouvido nada para ver quem era o “humorista”.

Qual não foi a minha surpresa! Infelizmente, já tinham ido embora.

Aí eu dei mais uma gargalhada, mas só para dentro.

E continuei ouvindo, já nessa altura, o Coral que entoava o belo hino “Mestre! O mar se revolta, as ondas nos dão pavor...  Sossegai!  Sossegai!”

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Os dez mandamentos do “Mito”

Estes são os mandamentos que hoje te ordeno e que observarás todos os dias da tua vida, por onde quer que andares.

1 – Não torturarás apenas. Torturarás e matarás;

2 – Não esquecerás de dedicar teus votos à “memória dos torturadores”. Darás atenção especial àqueles torturadores de jovens mulheres indefesas e aos que levam os filhos pequenos para presenciarem o espancamento dos seus progenitores;

3 – Não matarás apenas 111. Mararás 1.000;

4 – Não usarás a verba auxílio-moradia para moradia. Usarás para “comer gente”;

5 – Não pagarás os impostos. Sonegarás tudo o que for possível;

6 – Não estuprarás as mulheres que não merecem, e nem as feias. Darás vazão ao teu extinto do tempo das florestas africanas somente com as que merecem e que são bonitas;

7 – Não te furtarás a ensinar teus filhos a atirar a partir dos cinco anos de idade. Se todos os cidadãos aprenderem a usar armas e a atirar desde pequeno a nação estará mais segura. Não te esqueças: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele”;

8 – Não permitirás que os teus filhos brancos se casem com mulheres negras. Educá-los-ás bem para que se casem sempre com mulheres brancas. Quanto aos negros com excesso de peso, dirás: “Nem para procriador vós servis”, pois tais palavras são uma grande demonstração de valorização dos negros e um agradável incentivo para que eles se submetam a uma dieta rigorosa;

9 – Não terás empatia nem dó dos teus inimigos políticos. Desejarás sempre que eles morram infartados, com câncer ou coisa pior;

10 – Não defenderás o voto como processo de mudança da sociedade. Instigarás uma guerra civil entre os filhos da pátria.

Se observares estes mandamentos, vos farei grande entre as grandes nações da terra.

Não te preocupes com o que pensarão os teus opositores, pois terás o apoio maciço dos pastores evangélicos e dos seus prosélitos.