sexta-feira, 24 de março de 2017

Altruísmo não é o mesmo que proselitismo

Por Saulo Alves de Oliveira

A miséria e a pobreza no mundo são tão grandes que quaisquer iniciativas para ajudar os mais necessitados devem ser incentivadas sempre.

No entanto, a virtude está em ajudar os outros sem segundas intenções.

Será que não é possível ajudar as pessoas simplesmente por altruísmo, sem proselitismo?

Não julgo uma atitude moralmente aceitável quando religiosos se aproveitam da miséria de pessoas carentes para “impor” a tais pessoas sua fé, ou crença, qualquer que seja ela, inclusive o cristianismo de vertente evangélica.

Levar comida, roupa e conforto, sim... quanto ao proselitismo...

Há alguma diferença na vida de quem ajuda os mais pobres?

Que as pessoas percebam-na de forma natural.

E se alguém quer se tornar um prosélito, que o faça de forma livre e espontânea.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Crenças sem evidências são apenas crenças

Por Saulo Alves de Oliveira

Não pode ser apenas uma questão de crença. Cada um crê naquilo que lhe agrada e lhe traz conforto ou está de acordo com as suas convicções pessoais. Sem suas crenças, algumas pessoas não suportariam as duras lutas da vida. Já tive a oportunidade de ouvir tal confissão de pessoas muito próximas. E não as julgo. Eu entendo. Também sou um humano, e, quanto a isso, tenho experiência própria, pois já me senti assim no passado. Sou um humano demasiadamente humano naquilo que significa fraqueza.

Eu também enfrento dissabores. Minha vida não é um mar de rosas. Eu também já passei por momentos e situações escuras, todavia, quando eu mais precisei de evidências, estas não se apresentaram. Eu me vi completamente só e tive de superar o lado cinza da vida sem o conforto lá de cima.

Então, não interessa se as nossas crenças nos trazem conforto. Se as crenças não forem baseadas em evidências, é disso que elas não passam, crenças, nada mais. Acreditar em algo, por mais reconfortante que seja, não o faz verdadeiro. Crianças acreditam em Papai Noel. Crianças acreditam na Fada do Dente. Também há adultos que acreditam em fadas, duendes, gnomos, lobisomens e muitos outros seres sobrenaturais. Todavia, tais seres simplesmente não existem. 

Certa vez, crianças desconfiaram que seus pais eram a Fada do Dente. Então combinaram com alguns amigos que o primeiro que perdesse um dente não contaria aos pais e colocaria o dente sob o travesseiro sem os pais saberem. Feita a experiência, no outro dia constataram: não havia moeda alguma sob o travesseiro, apenas o dente.

É assim que adultos devem agir.

Teste suas crenças, talvez você se surpreenda com o resultado.

Eu sei que é muito difícil enfrentar essa dura realidade, pois também o foi para mim. Talvez a maioria das pessoas não suporte conviver com essa realidade, sob pena de submergirem nas ondas do grande mar chamado vida. Foram necessários muitos anos de reflexão até eu aceitá-la.

Um acredita que Maria é a mãe de Deus (sic) e está pronta a atender todos os pedidos dos seus filhos humanos.

Outro acredita que Deus está preocupado com os mínimos detalhes de sua vida. Algo profundamente reconfortante, não tenho dúvidas, que fortalece e dá ânimo aos peregrinos na longa e muitas vezes cruel jornada da vida. Lembro do poema “Pegadas na Areia”. Quem não quer ter um Amigo que o coloca nos braços nos momentos mais difíceis!? Lamentavelmente, nos meus testes o segundo par de pegadas continuou na areia. 

Um outro acredita que a Bíblia aberta no Salmo 91 traz alguma proteção para o seu lar.

Aquele lá acredita que os mortos se comunicam com os vivos e lhes enviam mensagens de conforto, que aliviam a dor da separação.

Há também aquele que acredita que o Messias ainda vem e que o toque no Muro das Lamentações em Jerusalém pode atrair bênçãos.

E aquele outro acredita que o profeta ascendeu aos céus montado em um cavalo.

Todavia, quais dessas crenças são baseadas em evidências inquestionáveis?

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Mais empatia e... zero mentiras

Por Saulo Alves de Oliveira

É de causar assombro a quantidade de pessoas que publicam ou compartilham notícias falsas nas redes sociais. O indivíduo não tem o menor escrúpulo ao publicar uma notícia falsa contra alguém que ele não gosta.

Vejam o nível de consciência moral de certas pessoas. Um conhecido meu disse que apenas repassa a notícia e não cabe a ele checar a sua veracidade. E o pior: quando se questiona, há aqueles que se sentem ofendidos e alguns vão mais além. Em algumas situações, já fui bloqueado, ou excluído, do rol de “amigos” em uma rede social.    

Parece que estamos vivendo realmente em um mundo desprovido de sentimentos elevados, como compaixão e empatia, e onde o que interessa mesmo é denegrir a imagem dos desafetos. É a lei do tudo vale para prejudicar alguém. A pessoa não tem o menor interesse em checar se a fonte é de confiança e se a notícia é realmente verdadeira. A regra é: denigre a imagem do meu “inimigo”, publique-se! Às favas todos os escrúpulos! Para onde caminhamos?

Existe algo que todos nós precisamos ter, chama-se empatia, que é a capacidade de alguém se colocar no lugar do outro. É procurar sentir a dor e o sofrimento de outra pessoa como se estivesse vivenciando uma situação idêntica. 

Em determinada situação de conflito ou agressão que atinge outrem – qualquer que seja a agressão –, como eu me sentiria se estivesse no seu lugar? Esta é uma pergunta que todos nós precisamos responder com sinceridade. 

Empatia é mais ou menos o que Paulo, o apóstolo, disse: “Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram”.

Talvez melhor sejam as palavras de Jesus: “Assim como quereis que os outros vos façam, do mesmo modo lhes fazei vós também”.

Se todos entendêssemos o verdadeiro significado de empatia certamente não seriam divulgadas tantas mentiras nas redes sociais ou nos demais meios de comunicação. Eu soube que tem gente ganhando muito dinheiro com páginas que divulgam mentiras na internet. 

Não se mata uma pessoa apenas com revólveres e facas. Mata-se também com a língua, com uma caneta ou, trazendo à modernidade, com um computador e a internet. 

Todos sabemos que muitas doenças têm origem psicossomática. Calúnias, mentiras, injustiças, perseguições, ridicularização, acusações sem provas ou falsas notícias, divulgadas sem o menor escrúpulo, são capazes de deprimir a alma humana e provocar doenças, e doenças matam o corpo.

Portanto, nunca é demais lembrar: “Mais empatia e zero mentiras”. 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Lampejo sobre fanatismo religioso

Por Saulo Alves de Oliveira

Pessoas boas fazem coisas boas; pessoas más fazem coisa más; pessoas boas fazem coisas más quando se deixam dominar pelo fanatismo religioso.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Que desesperança, my God!

Por Saulo Alves de Oliveira

Certa vez Jesus disse aos seus discípulos: “Eu via Satanás, como raio, cair do céu”. Eu não sei exatamente quando isso aconteceu.

Todavia, de uma coisa eu sei, dia 17/04/2016, 367 descargas de energia escura enegreceram o céu da Pátria num instante e abriram caminho para o grande raio do mal que caiu do céu no dia 31/08/2016.

E eis que os demônios estão soltos e operando no Brasil. Quem irá contê-los?

- O Parlamento!

O Parlamento está repleto deles.

- A Justiça!

A Justiça também está. E o que é isso que chamam de Justiça? Nós temos Justiça?

- Não, nós temos “j”ustiça!

- E o STF?

Você quer dizer o “stf”?

Sabe aquela história do indivíduo que cai num poço de lama e vai descendo até ter a sensação que encontrou terra firme? Aí ele se mexe para tentar sair do poço e começa a afundar novamente?

É exatamente como eu vejo o já apequenado e desacreditado “stf”. A gente pensa que já chegou ao fundo do poço, e agora vai emergir, mas de repente percebe que não. Quando os ministros se mexem, afundam cada vez mais.

Quem confia no “stf”?

Uma corte que tem um ministro como o Sr. Gilmar Mendes... é realmente desesperador, uma lástima. E ainda pode piorar. Vejam a indicação que o interino, Temer, o pequeno, fez para o lugar do Sr. Teori Zavascki, morto recentemente num acidente que pode ter sido um “acidente”.

Que desesperança, my God!

O que estes senhores estão fazendo com o nosso País?

- Transformando-o numa republiqueta!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Menos Diabo e mais argumentos racionais

Por Saulo Alves de Oliveira

Há pessoas que veem Satanás em tudo. Aquilo que não está de acordo com a sua interpretação pessoal das Escrituras é obra do Diabo. Não sabem apresentar um argumento racional para defender sua visão de mundo ou dos vários aspectos da vida – ou sabem, mas são fanáticos? Tudo é ação do demônio. E todos aqueles que destoam das suas regras, já estão condenados ao castigo eterno. A isso dá-se o nome de fundamentalismo.

Parece que há um prazer mórbido em ameaçar as pessoas com Satanás, demônios, juízo final, condenação eterna, cavaleiros do Apocalipse, choro e ranger de dentes, inferno... 

Não adianta amedrontar, com a Bíblia, pessoas que não creem na Bíblia. Não adianta ameaçar com o julgamento final e com o fogo do inferno quem não crê no julgamento final e no inferno. Apresente argumentos racionais e civilizados.

Por exemplo, não precisa forçar uma interpretação da Bíblia para condenar o tabagismo ou a pedofilia.

Não é preciso um exercício de contorcionismo hermenêutico para justificar na Bíblia um “Não fumarás”. Qualquer pessoa minimamente esclarecida sabe que, considerando-se os males que o fumo traz ao corpo humano, não se deve fumar.

Não é necessário a Bíblia dizer “Não cometerás pedofilia” para que qualquer povo que viveu na barbárie, como, por exemplo, o Israel veterotestamentário, mas desenvolveu sua cultura moral até um estágio avançado de civilização, saiba que a pedofilia é moralmente inaceitável.

Portanto, menos Diabo e mais argumentos racionais.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O que você faria no lugar do João?

Por Saulo Alves de Oliveira

João é um crente fervoroso – não propriamente um evangélico ou protestante, mas crente no sentido de aquele que crê –, sincero e fiel. Um rigoroso cumpridor das Escrituras, pelo menos é assim que ele se autodenomina. Todas as pessoas que o conhecem julgam-no um ser humano equilibrado e em pleno exercício das suas faculdades mentais.
           
Bom filho, bom marido, bom pai, bom amigo... Trabalhador exemplar. Todos gostam do João.

Certo dia João recebe uma mensagem de Deus. A mensagem é uma ordem do Todo-poderoso para ele matar um infiel, ou alguém que acha que Deus não existe, alguém que acha que a crença em Deus é pura fantasia e, além disso, ridiculariza e zomba do Senhor de todo o Universo.

João tem certeza absoluta que foi Deus quem lhe falou e lhe deu tal ordem.

Veja bem: João não é um louco, e tem plena convicção de que falou com Deus, ou Deus falou com ele.

O que você acha que o João deve fazer?

Obedecer ou desobedecer a ordem de Deus?

O que você faria no lugar do João?